Com o pé na estrada
Desbravador
Quem já sentiu o sabor, sempre Desbravador.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
09/07/2010 - Faxinal-PR
História
A região de Faxinal, que hoje constitui importante centro urbano na área cafeeira do setentrião, até há bem pouco tempo, estava coberta pelas florestas virgens e suas terras, roxas e férteis, eram incultas e despovoadas.
Os primeiros desbravadores a fixaram residência na localidade em 1920, foram os senhores Cecílio Caetano dos Santos, João Wacheski, Evaldo Vekerkin e Francisco Leocádio dos Santos. Acompanhados das respectivas famílias, esses corajosos desbravadores construíram casas no outeiro onde hoje se localiza a sede do Município de Faxinal.
Foram coroados de pleno êxito os empreendimentos relativos à fundação do povoado, graças, principalmente, à uberdade do solo que atraiu imediatamente grande número de novos colonizadores.
O Distrito Policial de Faxinal de São Sebastião foi criado pelo Decreto Estadual nº 85, de 27 de janeiro de 1926. O Distrito Judiciário foi criado em virtude do Decreto Estadual nº 1435, de 25 de junho de 1931, pertencente ao Município de Tibagi. Pelo Decreto-Lei Estadual nº 7573, de 20 de outubro de 1938, passou a denominar-se São Sebastião e foi transferido do Município de Tibagi para o de Londrina. De acordo com o Decreto-Lei Estadual nº 199, de 30 de dezembro de 1943, foi mudado o nome de São Sebastião para Faxinal e desmembrado do Município de Londrina, para fazer parte do Município de Apucarana. Em 1951, foi criado o Município de Faxinal.
É desconhecido o real significado do nome dado ao município. Contudo, consta que fora denominado "Faxinal" por ser a região formada por campos de pastagens entremeados de arvoredos esguios.
Gentílico: faxinalense
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Faxinal de São Sebastião, pelo decreto estadual n.º 1435, de 25-06-1931, no município de Tibagi.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Faxinal de São Sebastião permanece no município de Tibagi.
Pelo decreto-lei estadual n.º 7573, de 20-10-1938, transfere o distrito de Faxinal de São Francisco do município de Tibagi para o de Londrina. Sob o mesmo decreto o distrito de Faxinal de São Sebastião passou a denominar-se São Sebastião.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito figura no município de Londrina.
Pelo decreto-lei estadual n.º 199, de 30-12-1943, o distrito de São Sebastião passou a denominar-se Faxinal. Sob o mesmo decreto transfere o distrito de Faxinal do município de Londrina para o novo município de Apucarana.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Faxinal permanece no município de Apucarana.
Elevado à categoria de município com a denominação de Faxinal, pela lei estadual n.º 790, de 14-11-1951, desmembrado de Apucarana. Sede no antigo distrito de Faxinal. Constituído do distrito sede. Instalado em 14-12-1952.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.
Pela lei estadual n.º 7225, de 17-10-1979, é criado os distritos de Cruzmaltina, Nova Altamira, São Domingos e Vila Diniz e anexado ao município de Faxinal.
Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído de 5 distritos: Faxinal, Cruzmaltina, Nova Altamira, São Domingos e Vila Diniz.
Pela lei estadual n.º 11222, de 19-12-1995, desmembra do município de Faxinal o distrito de Cruzmaltina (ex-Crusmaltina). Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 15-VII-1999, o município é constituído de 2 distritos: Faxinal e Nova Altamira.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001.
Alterações Toponímicas Distritais:
Faxinal de São Sebastião para São Sebastião alterado, pelo decreto-lei estadual n.º 7573, de 20-10-1938.
São Sebastião para Faxinal alterado, pelo decreto-lei estadual n.º 199, de 30-12-1943.
Transferências Distristrais:
Pelo decreto-lei estadual n.º 7573, de 20-10-1938, transfere o distrito de Faxinal de São Francisco do município de Tibagi para o de Londrina.
Pelo decreto-lei estadual n.º 199, de 30-12-1943, transfere o distrito de Faxinal do município de Londrina para o de Apucarana.
Geografia
Possui uma área é de 715,943 km² representando 0,3592 % do estado, 0,127 % da região e 0,0084 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude de 23°59'06" a 24º00'26 sul e a uma longitude 51°19'12" oeste. Sua população estimada em 2005 era de 14.914 habitantes.[carece de fontes?]
No solo predomina-se a Terra Roxa (ótima para a agricultura), sendo sua topografia: 70% plana, 20% ondulada e 10% acidentada e seu ponto mais alto é a Serra do Marumbi, com 820 metros. Também possui os latossolos de otima permeabilidade que segue altitudes de 900 a 1.000 metros de altitude na região de Faxinalzinho e bairro Papuã.[carece de fontes?]
O clima é subtropical úmido, com tendência de concentração das chuvas de verão acima do paralelo 24º Sul, sem estação seca definida. A média anual é de 19°C, sendo a média anual das máximas de 23°C e média anual das mínimas de 15°C.
O abastecimento de água é realizado pela Sanepar através de captação no Rio São Pedro.
A região de Faxinal, que hoje constitui importante centro urbano na área cafeeira do setentrião, até há bem pouco tempo, estava coberta pelas florestas virgens e suas terras, roxas e férteis, eram incultas e despovoadas.
Os primeiros desbravadores a fixaram residência na localidade em 1920, foram os senhores Cecílio Caetano dos Santos, João Wacheski, Evaldo Vekerkin e Francisco Leocádio dos Santos. Acompanhados das respectivas famílias, esses corajosos desbravadores construíram casas no outeiro onde hoje se localiza a sede do Município de Faxinal.
Foram coroados de pleno êxito os empreendimentos relativos à fundação do povoado, graças, principalmente, à uberdade do solo que atraiu imediatamente grande número de novos colonizadores.
O Distrito Policial de Faxinal de São Sebastião foi criado pelo Decreto Estadual nº 85, de 27 de janeiro de 1926. O Distrito Judiciário foi criado em virtude do Decreto Estadual nº 1435, de 25 de junho de 1931, pertencente ao Município de Tibagi. Pelo Decreto-Lei Estadual nº 7573, de 20 de outubro de 1938, passou a denominar-se São Sebastião e foi transferido do Município de Tibagi para o de Londrina. De acordo com o Decreto-Lei Estadual nº 199, de 30 de dezembro de 1943, foi mudado o nome de São Sebastião para Faxinal e desmembrado do Município de Londrina, para fazer parte do Município de Apucarana. Em 1951, foi criado o Município de Faxinal.
É desconhecido o real significado do nome dado ao município. Contudo, consta que fora denominado "Faxinal" por ser a região formada por campos de pastagens entremeados de arvoredos esguios.
Gentílico: faxinalense
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Faxinal de São Sebastião, pelo decreto estadual n.º 1435, de 25-06-1931, no município de Tibagi.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Faxinal de São Sebastião permanece no município de Tibagi.
Pelo decreto-lei estadual n.º 7573, de 20-10-1938, transfere o distrito de Faxinal de São Francisco do município de Tibagi para o de Londrina. Sob o mesmo decreto o distrito de Faxinal de São Sebastião passou a denominar-se São Sebastião.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o distrito figura no município de Londrina.
Pelo decreto-lei estadual n.º 199, de 30-12-1943, o distrito de São Sebastião passou a denominar-se Faxinal. Sob o mesmo decreto transfere o distrito de Faxinal do município de Londrina para o novo município de Apucarana.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o distrito de Faxinal permanece no município de Apucarana.
Elevado à categoria de município com a denominação de Faxinal, pela lei estadual n.º 790, de 14-11-1951, desmembrado de Apucarana. Sede no antigo distrito de Faxinal. Constituído do distrito sede. Instalado em 14-12-1952.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído do distrito sede.
Pela lei estadual n.º 7225, de 17-10-1979, é criado os distritos de Cruzmaltina, Nova Altamira, São Domingos e Vila Diniz e anexado ao município de Faxinal.
Em divisão territorial datada de 18-VIII-1988, o município é constituído de 5 distritos: Faxinal, Cruzmaltina, Nova Altamira, São Domingos e Vila Diniz.
Pela lei estadual n.º 11222, de 19-12-1995, desmembra do município de Faxinal o distrito de Cruzmaltina (ex-Crusmaltina). Elevado à categoria de município.
Em divisão territorial datada de 15-VII-1999, o município é constituído de 2 distritos: Faxinal e Nova Altamira.
Assim permanecendo em divisão territorial datada de 14-V-2001.
Alterações Toponímicas Distritais:
Faxinal de São Sebastião para São Sebastião alterado, pelo decreto-lei estadual n.º 7573, de 20-10-1938.
São Sebastião para Faxinal alterado, pelo decreto-lei estadual n.º 199, de 30-12-1943.
Transferências Distristrais:
Pelo decreto-lei estadual n.º 7573, de 20-10-1938, transfere o distrito de Faxinal de São Francisco do município de Tibagi para o de Londrina.
Pelo decreto-lei estadual n.º 199, de 30-12-1943, transfere o distrito de Faxinal do município de Londrina para o de Apucarana.
Geografia
Possui uma área é de 715,943 km² representando 0,3592 % do estado, 0,127 % da região e 0,0084 % de todo o território brasileiro. Localiza-se a uma latitude de 23°59'06" a 24º00'26 sul e a uma longitude 51°19'12" oeste. Sua população estimada em 2005 era de 14.914 habitantes.[carece de fontes?]
No solo predomina-se a Terra Roxa (ótima para a agricultura), sendo sua topografia: 70% plana, 20% ondulada e 10% acidentada e seu ponto mais alto é a Serra do Marumbi, com 820 metros. Também possui os latossolos de otima permeabilidade que segue altitudes de 900 a 1.000 metros de altitude na região de Faxinalzinho e bairro Papuã.[carece de fontes?]
O clima é subtropical úmido, com tendência de concentração das chuvas de verão acima do paralelo 24º Sul, sem estação seca definida. A média anual é de 19°C, sendo a média anual das máximas de 23°C e média anual das mínimas de 15°C.
O abastecimento de água é realizado pela Sanepar através de captação no Rio São Pedro.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
08/07/2010 - Arapongas-PR
Arapongas é um município brasileiro do estado do Paraná. Fundado em 10 de outubro de 1947, sua população estimada em 2009 é de 103.025 habitantes (IBGE).
Situado na região do Norte do Paraná, nasceu por iniciativa da Companhia de Terras Norte do Paraná, pioneira no povoamento da região. Assim como as cidades fundadas pela companhia, teve todo o seu desenvolvimento baseado em um plano diretor. Seu idealizador e fundador foi William da Fonseca Brabason Davids, diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná, que na época da fundação de Arapongas exercia o cargo de Prefeito Municipal de Londrina. No ano de 1935, o comerciante francês Renê Cellot e sua filha Geanine Cellot compraram os primeiros lotes de terrenos, destinados à construção urbana. Assim, em 28 de setembro de 1935, Renê Cellot e sua filha se estabeleceram com uma casa comercial no mesmo local onde ainda hoje se encontra o prédio do Banco Bradesco S/A (antigamente denominado Banco Brasileiro de Descontos S/A), na av. Arapongas. No mesmo ano foi aberto e vendido o primeiro lote agrícola ao agricultor brasileiro Floriano Freire. Imediatamente, diversos outros lavradores, de diferentes nacionalidades, fixaram residência no lugar e se estabeleciam com casas de comércio.
Nos anos seguintes foram povoadas as glebas destinadas às Colônias formadas por imigrantes japoneses e eslavos, surgindo, assim, em 1937, as Colônias Esperança e Orle já povoadas, que muito contribuíram para o progresso e expansão do novo patrimônio.
Arapongas continuou a fazer parte do território do município de Londrina até o ano de 1943, quando foi criado o município de Rolândia, ao qual passou a pertencer, já agora como distrito judiciário, criado pela Lei nº 199 de 30 de dezembro de 1943, que aprovou a nova divisão administrativa do Paraná, para vigorar no quinquênio 1943-1947. Devido a falta de transportes, o distrito crescia vagarosamente, esse problema ainda mais se agravou em decorrência das restrições motivadas pela Segunda Guerra Mundial. Nessas condições, até o ano de 1945, a sede distrital possuía umas 600 casas e era servida pela então Estrada de Ferro São Paulo-Paraná, que logo depois foi incorporada, passando a integrar o patrimônio da Rede de Viação Paraná - Santa Catarina. Não obstante, o povo de Arapongas continuou a lutar bravamente pelo seu progresso e bem-estar, chegando a constituir uma entidade com a designação da Sociedade dos Amigos de Arapongas, para pugnar pela sua autonomia, progresso e desenvolvimento. E foi assim que, em virtude desses esforços, o Governo Estadual, pela lei nº 2 de 10 de outubro de 1947, criava o município de Arapongas desmembrando-o de Rolândia e elevando a sua sede à categoria de cidade.
Aquela época, o município possuía uma área total de 2007 quilômetros quadrados e se compunha dos distritos administrativos da sede municipal, Astorga e Sabáudia.
Poucos dias após a publicação da Lei nº 2 de 10 de outubro de 1947, foi empossado no cargo de Prefeito interino José Simonetti que permaneceu até a posse do primeiro prefeito eleito, Júlio Junqueira, em 9 de novembro de 1947, por uma coligação de partidos da oposição. A posse de Júlio Junqueira realizou-se trinta dias após a eleição.
O primeiro prefeito enfrentou vários problemas políticos sendo, inclusive, cassado o seu mandato, de que se livrou através de uma hábil manobra política. Em 16 de janeiro de 1948 foi instalada a comarca, criada pouco antes, na categoria de primeira entrância, sendo que dois anos depois foi elevada diretamente à categoria de terceira entrância. O primeiro Juiz de Direito foi Ismael Dorneles de Freitas, e o primeiro promotor Público foi Marcolino Leite de Paula e Silva. Em 22 de julho de 1951 foi eleito Prefeito Municipal João Cernichiaro, que como seu antecessor lutou com graves problemas de ordem política. Mesmo assim, Arapongas continuou progredindo. Nesse período foi iniciado o calçamento dos logradouros da cidade; construído o conjunto do Paço Municipal; abertas diversas rodovias e criadas numerosas escolas municipais.
Por duas vezes teve João Cernichiaro decretada a cassação do seu mandato, e por duas vezes dois Presidentes da Câmara Municipal tentaram assumir as funções do Prefeito Municipal, somente não o conseguindo devido à intrepidez e à bravura do Prefeito que resistiu até pela força às manobras de Câmara Municipal. Finalmente, recorrendo à instância superior, João Cernichiaro teve ganho de causa, continuando no poder até o fim do seu mandato. Em 1952, Arapongas perdeu o território do distrito de Astorga, que foi desmembrado e transformado em município autônomo. A medida posta em prática pelo Governo do estado não teve boa repercussão, tanto assim que dos vinte vereadores com assento na Câmara Municipal, cinco renunciaram ao seu mandato, em sinal de protesto. Em 1954, o município sofreu novo desmembramento, com a criação da municipalidade de Sabáudia, território do antigo distrito do mesmo nome. Com mais essa perda, a comuna reduzida à área do distrito e sede municipal.
Em que pesem as perdas territoriais, Arapongas acabou por demonstrar um dinamismo empresarial acima da média da região, vindo a desenvolver um extenso parque industrial moveleiro e de brindes, sendo hoje um importante polo de produção de móveis para o resto do Sul do Brasil. Isto se deu após os anos 70, quando o súbito colapso da cultura do café no norte do Paraná devido as fortes geadas obrigou as cidades da região a buscar novas bases econômicas. A indústria de móveis de baixo custo, especialmente de estofados, logo se revelou um caminho com grande potencial de ampliação de consumo, o que gerou uma proliferação de empresas num bem projetado (e pioneiro na região) parque industrial. Nesse setor, o polo de Arapongas acabou rivalizando com a indústria moveleira de Curitiba, esta mais tradicional mas muito baseada na marcenaria artesanal e portanto, menos competitiva. Este processo de industrialização está na base do crescimento populacional e econômico da cidade, que vem gradualmente sofisticando seus setores comerciais e de serviços, ocupando posição virtualmente equivalente a Apucarana na região.
Geografia
Clima
Subtropical Úmido Mesotérmico, verões quentes com tendência de concentração das chuvas (temperatura média superior a 22°C), invernos com geadas pouco frequentes (temperatura média inferior a 18°C), sem estação seca definida.
Relevo
Relevo predominantemente plano com ligeiras elevações.
Rios: Ribeirão Pirapó, Córrego Lageado, Ribeirão Três Bocas, Córrego dos Apertados, Bacia dos Bandeirantes.
Situado na região do Norte do Paraná, nasceu por iniciativa da Companhia de Terras Norte do Paraná, pioneira no povoamento da região. Assim como as cidades fundadas pela companhia, teve todo o seu desenvolvimento baseado em um plano diretor. Seu idealizador e fundador foi William da Fonseca Brabason Davids, diretor da Companhia de Terras Norte do Paraná, que na época da fundação de Arapongas exercia o cargo de Prefeito Municipal de Londrina. No ano de 1935, o comerciante francês Renê Cellot e sua filha Geanine Cellot compraram os primeiros lotes de terrenos, destinados à construção urbana. Assim, em 28 de setembro de 1935, Renê Cellot e sua filha se estabeleceram com uma casa comercial no mesmo local onde ainda hoje se encontra o prédio do Banco Bradesco S/A (antigamente denominado Banco Brasileiro de Descontos S/A), na av. Arapongas. No mesmo ano foi aberto e vendido o primeiro lote agrícola ao agricultor brasileiro Floriano Freire. Imediatamente, diversos outros lavradores, de diferentes nacionalidades, fixaram residência no lugar e se estabeleciam com casas de comércio.
Nos anos seguintes foram povoadas as glebas destinadas às Colônias formadas por imigrantes japoneses e eslavos, surgindo, assim, em 1937, as Colônias Esperança e Orle já povoadas, que muito contribuíram para o progresso e expansão do novo patrimônio.
Arapongas continuou a fazer parte do território do município de Londrina até o ano de 1943, quando foi criado o município de Rolândia, ao qual passou a pertencer, já agora como distrito judiciário, criado pela Lei nº 199 de 30 de dezembro de 1943, que aprovou a nova divisão administrativa do Paraná, para vigorar no quinquênio 1943-1947. Devido a falta de transportes, o distrito crescia vagarosamente, esse problema ainda mais se agravou em decorrência das restrições motivadas pela Segunda Guerra Mundial. Nessas condições, até o ano de 1945, a sede distrital possuía umas 600 casas e era servida pela então Estrada de Ferro São Paulo-Paraná, que logo depois foi incorporada, passando a integrar o patrimônio da Rede de Viação Paraná - Santa Catarina. Não obstante, o povo de Arapongas continuou a lutar bravamente pelo seu progresso e bem-estar, chegando a constituir uma entidade com a designação da Sociedade dos Amigos de Arapongas, para pugnar pela sua autonomia, progresso e desenvolvimento. E foi assim que, em virtude desses esforços, o Governo Estadual, pela lei nº 2 de 10 de outubro de 1947, criava o município de Arapongas desmembrando-o de Rolândia e elevando a sua sede à categoria de cidade.
Aquela época, o município possuía uma área total de 2007 quilômetros quadrados e se compunha dos distritos administrativos da sede municipal, Astorga e Sabáudia.
Poucos dias após a publicação da Lei nº 2 de 10 de outubro de 1947, foi empossado no cargo de Prefeito interino José Simonetti que permaneceu até a posse do primeiro prefeito eleito, Júlio Junqueira, em 9 de novembro de 1947, por uma coligação de partidos da oposição. A posse de Júlio Junqueira realizou-se trinta dias após a eleição.
O primeiro prefeito enfrentou vários problemas políticos sendo, inclusive, cassado o seu mandato, de que se livrou através de uma hábil manobra política. Em 16 de janeiro de 1948 foi instalada a comarca, criada pouco antes, na categoria de primeira entrância, sendo que dois anos depois foi elevada diretamente à categoria de terceira entrância. O primeiro Juiz de Direito foi Ismael Dorneles de Freitas, e o primeiro promotor Público foi Marcolino Leite de Paula e Silva. Em 22 de julho de 1951 foi eleito Prefeito Municipal João Cernichiaro, que como seu antecessor lutou com graves problemas de ordem política. Mesmo assim, Arapongas continuou progredindo. Nesse período foi iniciado o calçamento dos logradouros da cidade; construído o conjunto do Paço Municipal; abertas diversas rodovias e criadas numerosas escolas municipais.
Por duas vezes teve João Cernichiaro decretada a cassação do seu mandato, e por duas vezes dois Presidentes da Câmara Municipal tentaram assumir as funções do Prefeito Municipal, somente não o conseguindo devido à intrepidez e à bravura do Prefeito que resistiu até pela força às manobras de Câmara Municipal. Finalmente, recorrendo à instância superior, João Cernichiaro teve ganho de causa, continuando no poder até o fim do seu mandato. Em 1952, Arapongas perdeu o território do distrito de Astorga, que foi desmembrado e transformado em município autônomo. A medida posta em prática pelo Governo do estado não teve boa repercussão, tanto assim que dos vinte vereadores com assento na Câmara Municipal, cinco renunciaram ao seu mandato, em sinal de protesto. Em 1954, o município sofreu novo desmembramento, com a criação da municipalidade de Sabáudia, território do antigo distrito do mesmo nome. Com mais essa perda, a comuna reduzida à área do distrito e sede municipal.
Em que pesem as perdas territoriais, Arapongas acabou por demonstrar um dinamismo empresarial acima da média da região, vindo a desenvolver um extenso parque industrial moveleiro e de brindes, sendo hoje um importante polo de produção de móveis para o resto do Sul do Brasil. Isto se deu após os anos 70, quando o súbito colapso da cultura do café no norte do Paraná devido as fortes geadas obrigou as cidades da região a buscar novas bases econômicas. A indústria de móveis de baixo custo, especialmente de estofados, logo se revelou um caminho com grande potencial de ampliação de consumo, o que gerou uma proliferação de empresas num bem projetado (e pioneiro na região) parque industrial. Nesse setor, o polo de Arapongas acabou rivalizando com a indústria moveleira de Curitiba, esta mais tradicional mas muito baseada na marcenaria artesanal e portanto, menos competitiva. Este processo de industrialização está na base do crescimento populacional e econômico da cidade, que vem gradualmente sofisticando seus setores comerciais e de serviços, ocupando posição virtualmente equivalente a Apucarana na região.
Geografia
Clima
Subtropical Úmido Mesotérmico, verões quentes com tendência de concentração das chuvas (temperatura média superior a 22°C), invernos com geadas pouco frequentes (temperatura média inferior a 18°C), sem estação seca definida.
Relevo
Relevo predominantemente plano com ligeiras elevações.
Rios: Ribeirão Pirapó, Córrego Lageado, Ribeirão Três Bocas, Córrego dos Apertados, Bacia dos Bandeirantes.
07/07/2010 - Apucarana - "Capital Nacional do Boné"
Apucarana é um município brasileiro localizado no centro do estado do Paraná, distante 369 quilômetros da capital Curitiba, em uma região conhecida como Norte central paranaense. Com uma população estimada em 121.290 habitantes (IBGE/2009)[2] é a décima primeira cidade mais populosa do Paraná. A cidade é também conhecida como "Cidade Alta".
História
Fundação
A região onde localiza-se Apucarana foi colonizada pela Companhia Inglesa de Terras Norte do Paraná, a exemplo de Londrina e Maringá.Os colonizadores teriam chegado por volta de 1930. No ano de 1938, Apucarana foi elevada à categoria de vila. Em 28 de janeiro de 1944, Apucarana foi elevada a município, sendo seu primeiro prefeito o coronel Luís José dos Santos.
A prosperidade inicial
Em função do sucesso econômico dos anos 40 a 70, obtido graças aos ciclos madeireiro, cafeeiro e da atividade comercial cerealista, a cidade rapidamente se tornou um centro comercial dinâmico, referência de serviços e comércio de bens de todo o vale do Ivaí (na época uma próspera região agrícola) e dotada de uma ampla rede bancária. A base econômica do desbravamento foi a atividade madeireira, que representou o berço da atividade industrial da cidade e abriu espaço para a agricultura. O rápido crescimento se deu pela migração, de paulistas em sua maioria, porém com contingentes ainda importantes de mineiros e baianos. Também foi muito significativa a imigração de portugueses, ucranianos, poloneses, alemães e japoneses.
Ao momento em que entrava em declínio gradual a exploração da madeira, se instalou a cafeicultura e o rico comércio de grãos, fomentado estrategicamente pelas facilidades logísticas da cidade, um entroncamento rodoviário e férreo, convergindo o transporte da produção agrícola de todo o norte do Paraná para os canais exportadores de Santos e depois Paranaguá. Em meados dos anos 70, Apucarana contava com uma emissora de televisão, dois cinemas (uma sala de grande porte), sete hospitais ou clínicas, duas emissoras de rádio, dois jornais, uma instituição de ensino superior, uma de ensino técnico, três escolas privadas de ensino médio e ao menos duas públicas também de ensino médio. Chegou a contar com vôos diretos semanais para São Paulo nos anos 60.
O fim da era do café
A prosperidade sofreu um profundo impacto do fim do ciclo cafeeiro, precipitado pela desastrosa geada de julho de 1975. O colapso da atividade cafeeira intensiva desempregou a grande população rural associada a ela, e em poucos anos o núcleo urbano (até então com 60 mil habitantes) quase dobrou de população, chegando a se favelizar. O mesmo fenômeno de êxodo rural poupou cidades um pouco menores como Arapongas, e foi melhor absorvido pelas maiores como Londrina. Uma agricultura menos rentável, baseada no feijão e no milho, se ofereceu como alternativa. O município de relevo pouco propício para a mecanização impediu a cidade de acompanhar a nova onda de riqueza agrícola brasileira, a sojicultura.
Iniciou-se um ciclo vicioso de perda recursos humanos qualificados e capital. As empresas cerealistas da Barra Funda fecharam suas portas ou se transferiram para cidades como Maringá. Jovens com alto nível sócio-educacional emigravam em definitivo para Londrina, Curitiba e São Paulo, onde planejavam antes apenas estudar. Pequenos agricultores e trabalhadores rurais experientes emigraram em massa para o Centro-Oeste, enquanto fazendeiros e industriais abriram seus novos empreendimentos nas fronteiras agrícolas brasileiras e, quando bem sucedidos, também migraram. A terra perdeu valor, o comércio e os serviços se retraíram fortemente e por fim se concretizou um ciclo de vertiginosa queda da atividade econômica e da renda per capita.
Em face à sobrecarga de problemas sociais, sucessivas administrações municipais tiveram que dar total prioridade à manutenção e ampliação da infraestrutura habitacional e de sistemas de amparo social, em detrimento de um foco maior em políticas de fomento industrial. Pesou também a baixa representatividade política na assembleia estadual e na câmara federal. As políticas sociais e de urbanização foram bem sucedidas (não há favelas na cidade hoje) mas, paradoxalmente, continuaram a atrair população de baixa renda da região.
A recuperação
A depressão econômica persistiu por ao menos uma década, até o meio dos anos 80, quando os galpões abandonados da região da Barra Funda e os altos índices de desemprego ofereceram condições de baixo custo para o começo da indústria do boné e algumas empresas de vestuário. Ainda que tardiamente (em relação à vizinha Arapongas, por exemplo) foram organizadas pequenas zonas industriais setorizadas que serviram melhor ao parque moageiro e incentivaram outras empresas de porte médio a se instalarem. Os serviços comerciais, de saúde e de educação continuavam atraentes e, lentamente, começou a se recuperar a construção civil.
A lenta, mas contínua, recuperação se manteve desde então. Melhoras expressivas da infraestrutura se refletiram na melhor qualidade da pavimentação asfáltica (um problema sério por anos) da rede de água encanada, na expansão da cobertura de esgoto e no desvio do transito de cargas do perímetro urbano por meio do contorno sul. Ocorreu um significativo progresso urbanístico, com parques de lazer como os lagos Jaboti e da Raposa, a sofisticada reforma da praça da matriz, o calçadão do 28, entre outras melhorias. O comércio da região central voltou a atrair investimentos e consumidores da região, e teve importante diversificação. Depois de décadas de empobrecimento e perda de prestígio, no início deste século Apucarana voltou a crescer como as principais cidades do eixo norte-paranaense e, apesar da longa crise, nunca deixou de ser um dos 20 mais ricos municípios do estado.
Economia
Agricultura
Café
Mesmo com o declínio após a ciclo de geadas dos anos 60 e 70, o café ainda é um importante produto agrícola da região, sendo ainda o que mais gera renda na atividade agrícola do município.
Soja, feijão e milho
Com uma área menos expressiva que em outros municípios, que fosse adequada para o plantio, mesmo assim a soja ocupa um lugar de destaque na agricultura, sendo apenas lentamente superada pelo milho em anos recentes. O feijão, por ser cultura de rápido desenvolvimento, é plantado em alternância com as demais culturas.
Indústria
Cidade de destaque nacional como polo na área de brindes, principalmente na fabricação de bonés, que gera milhares de empregos. Centro de Produção e Industrialização de derivados de milho que abastece diversas cidades do país. Centro de industrialização de couro que gera milhares de empregos, diretos e indiretos e têm seus produtos exportados para diversos países, responsável pela quase totalidade da exportação desse produto pelo Paraná e por 3% do total brasileiro.
Boné
Sendo o destaque da economia do município, o boné, é responsável pela geração de cerca de seis mil empregos diretos e 4 mil empregos indiretos. Com uma produção de aproximadamente 2 milhões de bonés por mês a cidade é responsável por 80% da produção nacional, consolidando-se como a capital nacional do boné.[5]
História
Fundação
A região onde localiza-se Apucarana foi colonizada pela Companhia Inglesa de Terras Norte do Paraná, a exemplo de Londrina e Maringá.Os colonizadores teriam chegado por volta de 1930. No ano de 1938, Apucarana foi elevada à categoria de vila. Em 28 de janeiro de 1944, Apucarana foi elevada a município, sendo seu primeiro prefeito o coronel Luís José dos Santos.
A prosperidade inicial
Em função do sucesso econômico dos anos 40 a 70, obtido graças aos ciclos madeireiro, cafeeiro e da atividade comercial cerealista, a cidade rapidamente se tornou um centro comercial dinâmico, referência de serviços e comércio de bens de todo o vale do Ivaí (na época uma próspera região agrícola) e dotada de uma ampla rede bancária. A base econômica do desbravamento foi a atividade madeireira, que representou o berço da atividade industrial da cidade e abriu espaço para a agricultura. O rápido crescimento se deu pela migração, de paulistas em sua maioria, porém com contingentes ainda importantes de mineiros e baianos. Também foi muito significativa a imigração de portugueses, ucranianos, poloneses, alemães e japoneses.
Ao momento em que entrava em declínio gradual a exploração da madeira, se instalou a cafeicultura e o rico comércio de grãos, fomentado estrategicamente pelas facilidades logísticas da cidade, um entroncamento rodoviário e férreo, convergindo o transporte da produção agrícola de todo o norte do Paraná para os canais exportadores de Santos e depois Paranaguá. Em meados dos anos 70, Apucarana contava com uma emissora de televisão, dois cinemas (uma sala de grande porte), sete hospitais ou clínicas, duas emissoras de rádio, dois jornais, uma instituição de ensino superior, uma de ensino técnico, três escolas privadas de ensino médio e ao menos duas públicas também de ensino médio. Chegou a contar com vôos diretos semanais para São Paulo nos anos 60.
O fim da era do café
A prosperidade sofreu um profundo impacto do fim do ciclo cafeeiro, precipitado pela desastrosa geada de julho de 1975. O colapso da atividade cafeeira intensiva desempregou a grande população rural associada a ela, e em poucos anos o núcleo urbano (até então com 60 mil habitantes) quase dobrou de população, chegando a se favelizar. O mesmo fenômeno de êxodo rural poupou cidades um pouco menores como Arapongas, e foi melhor absorvido pelas maiores como Londrina. Uma agricultura menos rentável, baseada no feijão e no milho, se ofereceu como alternativa. O município de relevo pouco propício para a mecanização impediu a cidade de acompanhar a nova onda de riqueza agrícola brasileira, a sojicultura.
Iniciou-se um ciclo vicioso de perda recursos humanos qualificados e capital. As empresas cerealistas da Barra Funda fecharam suas portas ou se transferiram para cidades como Maringá. Jovens com alto nível sócio-educacional emigravam em definitivo para Londrina, Curitiba e São Paulo, onde planejavam antes apenas estudar. Pequenos agricultores e trabalhadores rurais experientes emigraram em massa para o Centro-Oeste, enquanto fazendeiros e industriais abriram seus novos empreendimentos nas fronteiras agrícolas brasileiras e, quando bem sucedidos, também migraram. A terra perdeu valor, o comércio e os serviços se retraíram fortemente e por fim se concretizou um ciclo de vertiginosa queda da atividade econômica e da renda per capita.
Em face à sobrecarga de problemas sociais, sucessivas administrações municipais tiveram que dar total prioridade à manutenção e ampliação da infraestrutura habitacional e de sistemas de amparo social, em detrimento de um foco maior em políticas de fomento industrial. Pesou também a baixa representatividade política na assembleia estadual e na câmara federal. As políticas sociais e de urbanização foram bem sucedidas (não há favelas na cidade hoje) mas, paradoxalmente, continuaram a atrair população de baixa renda da região.
A recuperação
A depressão econômica persistiu por ao menos uma década, até o meio dos anos 80, quando os galpões abandonados da região da Barra Funda e os altos índices de desemprego ofereceram condições de baixo custo para o começo da indústria do boné e algumas empresas de vestuário. Ainda que tardiamente (em relação à vizinha Arapongas, por exemplo) foram organizadas pequenas zonas industriais setorizadas que serviram melhor ao parque moageiro e incentivaram outras empresas de porte médio a se instalarem. Os serviços comerciais, de saúde e de educação continuavam atraentes e, lentamente, começou a se recuperar a construção civil.
A lenta, mas contínua, recuperação se manteve desde então. Melhoras expressivas da infraestrutura se refletiram na melhor qualidade da pavimentação asfáltica (um problema sério por anos) da rede de água encanada, na expansão da cobertura de esgoto e no desvio do transito de cargas do perímetro urbano por meio do contorno sul. Ocorreu um significativo progresso urbanístico, com parques de lazer como os lagos Jaboti e da Raposa, a sofisticada reforma da praça da matriz, o calçadão do 28, entre outras melhorias. O comércio da região central voltou a atrair investimentos e consumidores da região, e teve importante diversificação. Depois de décadas de empobrecimento e perda de prestígio, no início deste século Apucarana voltou a crescer como as principais cidades do eixo norte-paranaense e, apesar da longa crise, nunca deixou de ser um dos 20 mais ricos municípios do estado.
Economia
Agricultura
Café
Mesmo com o declínio após a ciclo de geadas dos anos 60 e 70, o café ainda é um importante produto agrícola da região, sendo ainda o que mais gera renda na atividade agrícola do município.
Soja, feijão e milho
Com uma área menos expressiva que em outros municípios, que fosse adequada para o plantio, mesmo assim a soja ocupa um lugar de destaque na agricultura, sendo apenas lentamente superada pelo milho em anos recentes. O feijão, por ser cultura de rápido desenvolvimento, é plantado em alternância com as demais culturas.
Indústria
Cidade de destaque nacional como polo na área de brindes, principalmente na fabricação de bonés, que gera milhares de empregos. Centro de Produção e Industrialização de derivados de milho que abastece diversas cidades do país. Centro de industrialização de couro que gera milhares de empregos, diretos e indiretos e têm seus produtos exportados para diversos países, responsável pela quase totalidade da exportação desse produto pelo Paraná e por 3% do total brasileiro.
Boné
Sendo o destaque da economia do município, o boné, é responsável pela geração de cerca de seis mil empregos diretos e 4 mil empregos indiretos. Com uma produção de aproximadamente 2 milhões de bonés por mês a cidade é responsável por 80% da produção nacional, consolidando-se como a capital nacional do boné.[5]
quinta-feira, 22 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
05/07/2010 - No Parque das Cataratas
Bom depois de percorrer as lojas do Paraguai agora vou para o Parque das Cataratas, to me sentindo o explorador da natureza de ''Up altas Aventuras'' indo para o paraiso das cachoeiras.
Acompanhe as fotos...
Acompanhe as fotos...
05/07/2010 - O Descobrimento
O Descobrimento
As Cataratas foram descobertas por Alvãr Nuñes Cabeza de Vaca, grande explorador espanhol, que nasceu em Jerez de la Fronteira, sul da Espanha, em 1507 e faleceu em Sevilha, em 1559. Antes de passar pelo rio Paraná e Iguaçu, ele estivera na América do Norte, onde percorreu a região do Mississipi, Arkansas, Colorado, Novo México e Arizona, atingindo em 1536 a Califórnia.
No dia 31 de janeiro de 1542, Cabeza de Vaca comandava uma expedição de espanhíes, que atravessou a região, habitada pelos índios Caiagangue e Tupi-Guarani, rumo à colônia de Assunção, ponto estratégico para os espanhóis alcançarem o império Inca. Dentre inúmeros obstáculos enfrentados durante a viagem, ao descer o rio de canoa à procura de uma rota para Assunção, no Paraguai, o desbravador só teve tempo de gritar "Santa Maria, que beleza!", ao avistar pela primeira vez as cataratas. Assim, com sorte e habilidade para escapar da terrível armadilha do rio, Cabeza de Vaca entrou para a História por seu feito e por sua frase célebre. Ele foi o primeiro branco, cristão e nobre a registrar as Cataratas do Iguaçu. Mas, ao encontrar o abismo de água, batizou-as de Saltos de Santa Maria. Mais tarde elas se tornaram conhecidas pelo nome definitivo, Cataratas do Iguaçu. YGUAZÚ, para os índios guaranis que havia mais de 2 mil anos habitavam a região, significa "água grande".
Bela e inacessível, a região somente voltaria à cena no século XVIII, quando os jesuítas se estabeleceram na área para catequizar os índios. No meio tempo, porém, continuou alvo de disputa entre espanhóis e portugueses. Aliás, a delimitação do território seria definida somente após a independência da Argentina, do Paraguai e do Brasil.Nas primeiras décadas deste século, a região permaneceu isolada e despovoada. Os raros visitantes, porém, não poupavam elogios à exuberância do local.
Alberto Santos Dumont, pioneiro da aviação, foi um dos entusiastas. Visitou as Cataratas em abril de 1916 e tão impressionadas com elas ficou, que teria se comprometido a lutar para que ali fosse criado um parque público. Em 28 de julho daquele mesmo ano, Affonso Alves de Camargo, Presidente da Província do Paraná, tornou públicas as terras que abrigam as Cataratas.
As Cataratas foram descobertas por Alvãr Nuñes Cabeza de Vaca, grande explorador espanhol, que nasceu em Jerez de la Fronteira, sul da Espanha, em 1507 e faleceu em Sevilha, em 1559. Antes de passar pelo rio Paraná e Iguaçu, ele estivera na América do Norte, onde percorreu a região do Mississipi, Arkansas, Colorado, Novo México e Arizona, atingindo em 1536 a Califórnia.
No dia 31 de janeiro de 1542, Cabeza de Vaca comandava uma expedição de espanhíes, que atravessou a região, habitada pelos índios Caiagangue e Tupi-Guarani, rumo à colônia de Assunção, ponto estratégico para os espanhóis alcançarem o império Inca. Dentre inúmeros obstáculos enfrentados durante a viagem, ao descer o rio de canoa à procura de uma rota para Assunção, no Paraguai, o desbravador só teve tempo de gritar "Santa Maria, que beleza!", ao avistar pela primeira vez as cataratas. Assim, com sorte e habilidade para escapar da terrível armadilha do rio, Cabeza de Vaca entrou para a História por seu feito e por sua frase célebre. Ele foi o primeiro branco, cristão e nobre a registrar as Cataratas do Iguaçu. Mas, ao encontrar o abismo de água, batizou-as de Saltos de Santa Maria. Mais tarde elas se tornaram conhecidas pelo nome definitivo, Cataratas do Iguaçu. YGUAZÚ, para os índios guaranis que havia mais de 2 mil anos habitavam a região, significa "água grande".
Bela e inacessível, a região somente voltaria à cena no século XVIII, quando os jesuítas se estabeleceram na área para catequizar os índios. No meio tempo, porém, continuou alvo de disputa entre espanhóis e portugueses. Aliás, a delimitação do território seria definida somente após a independência da Argentina, do Paraguai e do Brasil.Nas primeiras décadas deste século, a região permaneceu isolada e despovoada. Os raros visitantes, porém, não poupavam elogios à exuberância do local.
Alberto Santos Dumont, pioneiro da aviação, foi um dos entusiastas. Visitou as Cataratas em abril de 1916 e tão impressionadas com elas ficou, que teria se comprometido a lutar para que ali fosse criado um parque público. Em 28 de julho daquele mesmo ano, Affonso Alves de Camargo, Presidente da Província do Paraná, tornou públicas as terras que abrigam as Cataratas.
05/07/2010 - As Cataratas do Iguaçu
A palavra Iguaçu significa "água grande", na etimologia tupi-guarani. As Cataratas são formadas pelas quedas do rio Iguaçu. Dezoito quilômetros antes de juntar-se ao rio Paraná, o Iguaçu vence um desnível do terreno e se precipita em quedas de 65 m de altura em média, numa largura de 2780 m. Sua formação geológica data de aproximadamente 150 milhões de anos.
O rio Iguaçu mede 1200 m de largura acima das cataratas. Abaixo, estreita-se num canal de até 65m. A largura total das Cataratas no território brasileiro é de aproximadamente 800m e no lado argentino de 1900m. Dependendo da vazão do rio, o número de saltos varia de 150 a 300 e a altura das quedas varia de 40 a 82 metros resultando numa largura de 2.700 metros, com formato semicircular. A vazão de água média do rio em torno de 1.500 m3 por segundo, variando de 500 m3/s nas ocasiões de seca e de 6.500 m3/s nas cheias.
As quedas isoladas podem chegar a quase 300, dependendo do volume de água do rio, reduzindo para menos de 20 em tempo de cheia. Os grandes saltos são 19, três deles do lado brasileiro (Floriano, Deodoro e Benjamin Constant) e os demais no lado argentino. A disposição dos saltos -a maior parte deles no lado argentino e voltados para o Brasil - proporciona a melhor vista para quem observa o cenário a partir do Brasil.
Após uma ampla curva e uma corredeira, a parte principal das cataratas precipita-se lateralmente na profunda fenda de erosão, formando a Garganta do Diabo.Com quase 85m de altura este é o salto mais apreciado pelos visitantes, seu formato, lembra uma ferradura.
O rio Iguaçu mede 1200 m de largura acima das cataratas. Abaixo, estreita-se num canal de até 65m. A largura total das Cataratas no território brasileiro é de aproximadamente 800m e no lado argentino de 1900m. Dependendo da vazão do rio, o número de saltos varia de 150 a 300 e a altura das quedas varia de 40 a 82 metros resultando numa largura de 2.700 metros, com formato semicircular. A vazão de água média do rio em torno de 1.500 m3 por segundo, variando de 500 m3/s nas ocasiões de seca e de 6.500 m3/s nas cheias.
As quedas isoladas podem chegar a quase 300, dependendo do volume de água do rio, reduzindo para menos de 20 em tempo de cheia. Os grandes saltos são 19, três deles do lado brasileiro (Floriano, Deodoro e Benjamin Constant) e os demais no lado argentino. A disposição dos saltos -a maior parte deles no lado argentino e voltados para o Brasil - proporciona a melhor vista para quem observa o cenário a partir do Brasil.
Após uma ampla curva e uma corredeira, a parte principal das cataratas precipita-se lateralmente na profunda fenda de erosão, formando a Garganta do Diabo.Com quase 85m de altura este é o salto mais apreciado pelos visitantes, seu formato, lembra uma ferradura.
05/07/2010 - Parque Nacional do Iguaçu
O Parque Nacional do Iguaçu
Criado pelo decreto federal no. 1035 de 10 de janeiro de 1939, sua superfície total abrange do lado brasileiro uma área de 185.262,5 hectares, com um perímetro de aproximadamente 420km, dos quais 300 km são limites naturais representados por cursos d'água, sendo que lados brasileiro e argentino têm, juntos, aproximadamente 225 mil hectares.
Em 17 de novembro de 1986, durante a conferência geral da UNESCO realizada em Paris, o Parque Nacional do Iguaçu foi tombado como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade, constituindo-se numa das maiores reservas florestais da América do Sul.
O Parque Nacional do Iguaçu tem este nome por incluir em sua área importante parte do rio Iguaçu, aproximadamente 50km do curso do rio, e as mundialmente conhecidas Cataratas do Iguaçu.
Ele é o maior e mais importante parque da Bacia do Prata e foi o primeiro parque no Brasil a receber um Plano de Manejo, por abrigar um importante patrimônio genético de espécies animais e vegetais, algumas ameaçadas de extinção.
O Parque Nacional do Iguaçu é, além de espetacular, pioneiro. A primeira proposta de parque nacional brasileiro queria doar às "gerações vindouras", conservados "tal qual Deus os criou", um cenário natural que reúne "toda a gradação possível do belo ao sublime, do pitoresco ao assombroso" e "uma flora que não têm igual no mundo" no "magnífico salto do Iguaçu". Com essas palavras, publicadas no livro "Província do Paraná, Caminhos de Ferro para Mato Grosso e Bolívia", do engenheiro André Rebouças, começou no Brasil a campanha para a preservação das Cataratas do Iguaçu. Elas datam de 1876. E Yellowstone, o primeiro parque nacional do planeta, tinha quatro anos de idade.
No Brasil, ele confina com os municípios de Foz do Iguaçu, Medianeira, Matelândia, Céu Azul, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Santa Tereza do Oeste, Capitão Leônidas Marque, Capanema e Serranópolis.
Como previa Rebouças, ele tem como objetivo básico à preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.
O Parque localiza-se extremo-Oeste do estado do Paraná, na bacia hidrográfica do rio Iguaçu, a 17 km do centro da cidade de Foz do Iguaçu. Faz fronteira com a república Argentina, onde está implantado o Parque Nacional Iguazu, criado em 1934. O limite entre os dois países e seus parques nacionais é formado pelo rio Iguaçu, que nasce próximo a Serra do Mar, em Curitiba, e percorre todo o Estado do Paraná, numa extensão de cerca de 1.300 km. A foz do rio ocorre 18km depois das Cataratas, onde ele deságua no rio Paraná. Esse encontro de rios forma uma tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.
Nele, o maior espetáculo são as Cataratas do Iguaçu. Formando um semicírculo com 2700 metros de largura, as quedas enchem os olhos dos visitantes, pela espuma d'água que cai de uma altura de até 72 metros nos saltos existentes entre o Brasil e a Argentina.
O número de saltos varia entre 150 e 300, dependendo da vazão do rio Iguaçu. Além das exuberantes cataratas, há em seu interior outras atrações, como a fauna, muito rica, o Poço Preto, o Salto do Macuco, o Centro de Visitantes, a Estátua de Santos Dumont, homenagem da VASP ao "Pai da Aviação", que empenhou todo seu prestígio na transformação da área das cataratas em Parque Nacional.
www.ibama.gov.br/parna_iguacu
Criado pelo decreto federal no. 1035 de 10 de janeiro de 1939, sua superfície total abrange do lado brasileiro uma área de 185.262,5 hectares, com um perímetro de aproximadamente 420km, dos quais 300 km são limites naturais representados por cursos d'água, sendo que lados brasileiro e argentino têm, juntos, aproximadamente 225 mil hectares.
Em 17 de novembro de 1986, durante a conferência geral da UNESCO realizada em Paris, o Parque Nacional do Iguaçu foi tombado como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade, constituindo-se numa das maiores reservas florestais da América do Sul.
O Parque Nacional do Iguaçu tem este nome por incluir em sua área importante parte do rio Iguaçu, aproximadamente 50km do curso do rio, e as mundialmente conhecidas Cataratas do Iguaçu.
Ele é o maior e mais importante parque da Bacia do Prata e foi o primeiro parque no Brasil a receber um Plano de Manejo, por abrigar um importante patrimônio genético de espécies animais e vegetais, algumas ameaçadas de extinção.
O Parque Nacional do Iguaçu é, além de espetacular, pioneiro. A primeira proposta de parque nacional brasileiro queria doar às "gerações vindouras", conservados "tal qual Deus os criou", um cenário natural que reúne "toda a gradação possível do belo ao sublime, do pitoresco ao assombroso" e "uma flora que não têm igual no mundo" no "magnífico salto do Iguaçu". Com essas palavras, publicadas no livro "Província do Paraná, Caminhos de Ferro para Mato Grosso e Bolívia", do engenheiro André Rebouças, começou no Brasil a campanha para a preservação das Cataratas do Iguaçu. Elas datam de 1876. E Yellowstone, o primeiro parque nacional do planeta, tinha quatro anos de idade.
No Brasil, ele confina com os municípios de Foz do Iguaçu, Medianeira, Matelândia, Céu Azul, São Miguel do Iguaçu, Santa Terezinha de Itaipu, Santa Tereza do Oeste, Capitão Leônidas Marque, Capanema e Serranópolis.
Como previa Rebouças, ele tem como objetivo básico à preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.
O Parque localiza-se extremo-Oeste do estado do Paraná, na bacia hidrográfica do rio Iguaçu, a 17 km do centro da cidade de Foz do Iguaçu. Faz fronteira com a república Argentina, onde está implantado o Parque Nacional Iguazu, criado em 1934. O limite entre os dois países e seus parques nacionais é formado pelo rio Iguaçu, que nasce próximo a Serra do Mar, em Curitiba, e percorre todo o Estado do Paraná, numa extensão de cerca de 1.300 km. A foz do rio ocorre 18km depois das Cataratas, onde ele deságua no rio Paraná. Esse encontro de rios forma uma tríplice fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai.
Nele, o maior espetáculo são as Cataratas do Iguaçu. Formando um semicírculo com 2700 metros de largura, as quedas enchem os olhos dos visitantes, pela espuma d'água que cai de uma altura de até 72 metros nos saltos existentes entre o Brasil e a Argentina.
O número de saltos varia entre 150 e 300, dependendo da vazão do rio Iguaçu. Além das exuberantes cataratas, há em seu interior outras atrações, como a fauna, muito rica, o Poço Preto, o Salto do Macuco, o Centro de Visitantes, a Estátua de Santos Dumont, homenagem da VASP ao "Pai da Aviação", que empenhou todo seu prestígio na transformação da área das cataratas em Parque Nacional.
www.ibama.gov.br/parna_iguacu
segunda-feira, 5 de julho de 2010
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